Controles internos requerem mobilização
Avaliações e ajustes constantes são fundamentais para minimizar riscos
Criar controles internos eficazes e testá-
los periodicamente para minimizar
riscos não é tarefa simples e, muitas vezes,
requer profunda mudança na organização.
Essas codificações exigem a revisão de
processos, de avaliação de controles atuais
e ajustes na maioria dos procedimentos no
nível operacional. Na fase inicial de adequação,
um esforço extra consegue mobilizar
a equipe para a implantação das ações
requeridas para a auditoria de compliance.
Mesmo durante essa etapa, já existe
uma tendência dos colaboradores de pensar
que boa parte das ações é burocrática e
inútil. Eles acreditam que já existem controles
adequados e que funcionam bem. Mas
a pior parte é mesmo depois de finalizado o
processo de compliance.
A tranqüilidade inicial pós-auditoria,
gerada pelo sentimento de dever cumprido,
leva a um relaxamento com a continuidade
das ações. E nada pode ser
mais enganoso.
Primeiro porque as corporações necessitam
de mudanças e ajustes constantes.
Assim, novos sistemas são implantados,
pessoas mudam de função, a estrutura corporativa
sofre constantes ajustes. Desta
forma, a soma de pequenas alterações modifica
os processos e a maneira como as
pessoas trabalham.
E exatamente porque as grandes transformações ocorrem à conta-gotas, mas de forma
constante e consistente, não se avalia os
riscos ou o impacto sobre os controles.
Além disso, novos colaboradores são
incorporados nas rotinas e, por não terem
passado pelo período estressante da fase
de adequação, não sabem da importância
da manutenção rigorosa dos controles.
Soma-se a este fato a dificuldade da
equipe interna manter a constância e a freqüência
dos testes dos controles, muitas
vezes registradas em extensas planilhas sem
qualquer gerenciamento.
Assim novas vulnerabilidades são criadas,
e, como ocorre com as mudanças, elas
vão se somando e criando novos riscos fora
do alcance dos controles utilizados.
Mas como superar essas dificuldades
em um ambiente que requer controle e, ao
mesmo tempo, flexibilidade para responder às transformações exigidas pelo mercado a
um custo razoável?
O sucesso na continuidade do processo
depende de se manter na empresa um grupo
muito dedicado, com pessoas que tenham
como meta a continuidade da avaliação
dos riscos e dos processos em constante
alteração. E a tranqüilidade para os
executivos da empresa depende fundamentalmente
dessa vigilância.
O apoio de um software de gestão dos
controles internos pode ajudar muito nesta
etapa. Fica fácil verificar que controles estão
sendo freqüentemente testados ou que
processos estão sem análise. Assim, podese
ter um termômetro que alerta sobre áreas
ou processos que estão com a vigilância
menos rígida.
De fato, a automação de um processo
não é remédio para todos os males, mas a
disponibilidade de informações confiáveis
pode transformar rapidamente a realidade
da gestão dos controles internos.
O desafio
cotidiano de acompanhar as mudanças sem
a perda do controle se torna radicalmente
mais simples.
Somente assim pode-se manter a continuidade
do esforço exigido por ocasião das
primeiras auditorias de compliance.
Helenir Queiroz, diretoraexecutiva
da Acttive Software |